Mosteiro de Singeverga
Monges Beneditinos
LITURGIA


Os Monges Beneditinos de Singeverga cultivam o apostolado litúrgico de que ficaram famosas as revistas Opus Dei (1926-1937), Mensageiro de S. Bento (1931-1951) e Ora et Labora (1960-1982).
Actualmente mantêm a revista quadrimensal Presença de Singeverga e um monge, de colaboração com a paróquia de S. Romão do Corgo, Celorico de Basto, edita o Frei Bernardo. Boletim da causa do Servo de Deus, a promover a beatificação de Fr. Bernardo de Vasconcelos, antigo estudante de Coimbra.


Sacrário da Igreja do Mosteiro e Coro

ACÇÃO APOSTÓLICA E MISSIONÁRIA
Os Monges Beneditinos de Singeverga, inicialmente ligados à Congregação de Beuron, dedicaram-se ao apostolado litúrgico, cujo expoente máximo foi D. António Coelho, e à pregação.
Quando, em 1931, passaram para a Congregação da Anunciação, abriram-se à actividade missionária no Leste de Angola, onde chegaram a ter cerca de 40 monges e 11 postos missionários.

TRABALHO
No trabalho manual, merece relevo, na acção dos Monges Beneditinos de Singeverga, o fabrico do célebre Licor de Singeverga, a Escola de Restauro, o amanho da cerca do mosteiro, para além de outros trabalhos agrícolas, de vacaria, abelhas e pomar.


O Licor de Singeverga é um licor original, preparado segundo uma antiga fórmula, resultado de longas, pacientes e comprovadas experiências. É, além disso, o único licor, em Portugal, genuinamente monástico, inteira e exclusivamente preparado pelos Monges Beneditinos do Mosteiro de Singeverga e por destilção directa de especiarias e de uma grande variedade de plantas muito aromáticas.

No antigo Mosteiro, Laboratório de Conservação e Restauro
Foram os mosteiros beneditinos, ao longos dos séculos, centros de divulgação artística, pela alta qualidade das suas obras. Os monges têm consciência do imenso património que legaram à humanidade, pois dos seus mosteiros, onde nunca faltava o SCRIPTORIUM, saíram peças de valor cultural e artístico incalculável, que ainda hoje as grandes bibliotecas e museus conservam com respeito e carinho.
Os monges de Singeverga ao empenharem-se na criação de um laboratório-atelier de restauro, fazem-no na convicção de estarem a prestar um grande contributo à causa das artes, trazendo ao conhecimento público algumas parcelas do nosso vasto e valioso património.
São muitas as obras que aqui foram recuperadas e, na sua maioria, de reconhecida qualidade. Assim foi encontrada a forma de mantermos os elos de identificação com o nosso passado glorioso, do qual também nós, beneditinos, nos orgulhamos.
Os monges de hoje, fiéis aos valores da Tradição que os seus maiores lhes legaram, procuram, dentro do possível, pautar suas vidas dentro destes princípios.
Daí a razão de ser do nosso Laboratório-atelier de Conservação e Restauro, a que chamamos de CLAUSTRUM, ou não seja ele uma derivante natural da clausura monástica beneditina.